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Santiago de Compostela por estrada, sozinho!

Publicado : 2018-06-21 18:10:31
Categorias : Eventos / Passeios / Provas , Notícias

Conheces a expressão, se acontecer deixo de fumar? Ou, se conseguir vou a pé a Fátima?

Pois foi assim que surgiu esta ideia. A ideia era traçar uma rota, o mais próxima possível do Caminho tradicional, em direção a Santiago de Compostela... em asfalto. A escolha da bicicleta pareceu-me óbvia, Cannondale Synapse, indicada para distancias mais longas.

Baterias carregadas, arranco sem objetivos traçados em termos de Kms mas o sol avisava que não ia facilitar, 9h da manhã e 29º. Com o pitstop em Ponte de Lima, chega a primeira “marretada”, chegar ao Alto das Pedras Finas e desta vez com 40º!!! 40º!?! Custou muito, sem sombra, sem água fresca, sem força... Como depois de uma grande subida costuma estar uma bela descida, o que gastei a subir recuperei a descer. Chegada a Valença é hora de parar pois das coisas que aprendi a valorizar são os sinais que o corpo vai dando...

No segundo dia e com a saída do país, a estrada torna-se mais movimentada mas nem por isso mais perigosa. Locais como O Porriño, Redondela, Pontevedra, Caldas de Reis fizeram parte do itinerário, onde milhares de pessoas passam semanalmente a caminho de Santiago. Com o passar dos Kms já só pensamos em chegar e tudo o que não é a descer, parece que é a subir. Os kms passam muito devagar e com um calor dificil de aguentar

Pontos fortes:

- a escolha da bicicleta não podia ter sido melhor, quase 11h a pedalar e um conforto fantástico

- o caminho de Santiago é sempre especial, seja ele feito por asfalto ou como todos o conhecem

- paisagens brutais, fica na memória a zona de Muiños do Rio Barosa

 

Pontos fracos:

- o calor, com a temperatura máxima de 48º!!!

- a falta de cuidado dos condutores em Portugal, comparativamente com os condutores Espanhóis que não dão 1,5m mas sim 3m!!! (pelo menos os que se cruzaram comigo)

 

Foram 11h de caminho, podiam ter sido muito menos, podiam ter sido muito mais... Independentemente do tempo que demoras, da companhia que tens, da velocidade média ou máxima o importante é desfrutar de cada km. A recompensa de chegar ao final com um sorriso do tamanho do mundo e com vontade de recomeçar.

 

Mais importante que ir depressa é ir!

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