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Teste: Cannondale Moterra Carbon 1

Publicado : 2019-12-04 18:16:00
Categorias : Notícias

Confesso que não era muito adepto das E-Bikes ( pelo menos enquanto a idade não começasse a pesar ) será que me converti? Continua a ler para descobrir!

* Cannondale moterra Carbon 1 2020

*  Bosch Performance CX2020

Durante vários dias tive a oportunidade de andar e abusar desta electrizante bicicleta podendo assim descrever nestas linhas todos os aspectos e pequenos pormenores que fazem toda a diferença nesta espetacular bicicleta de enduro que por coincidência parece ter um motor!

Para alem do nome, tem em comum o mesmo motor Bosch Performance CX drive unit, mas agora de 4ª geração. Dependendo do modelo, poderá ter uma bateria de 625 Watts. O quadro agora é construído na liga de carbono BalisTec no triângulo frontal, e escoras em alumínio.

Para os tamanhos de quadro M, L, e XL, a Cannondale vem equipada com rodas 29″, enquanto para o tamanho S as rodas 27.5″ permitem adaptar a bicicleta para o utilizador mais baixo. Em todos os tamanhos de quadro mantêm-se 160 mm de curso na suspensão e quadro.

 

Quanto aos 160 mm de curso traseiro do novo quadro Moterra só consigo fazer comentários positivos. A transição para um sistema de suspensão “horst link” revelou-se uma melhoria clara face ás versões anteriores de pivot simples. O comportamento é exemplar em  aceleração e travagem mantendo o equilíbrio da bicicleta ao mesmo tempo que é mantida sensibilidade no inicio de curso e suporte para os maiores impactos.

* A Cannondale Moterra 2020 vem equipada com a última versão do motor Bosch Performance CX Gen 4.

* O motor apresenta-se protegido por uma placa de alumínio.

A Cannondale desenvolveu uma cobertura lateral com ventilação de ar para assegurar o arrefecimento e minimizar o risco de sobre aquecimento do motor.

*      Em todos os modelos, excepto a gama de entrada, podem contar com a bateria de 625 Watts

 

*   A porta de recarga no tubo do espigão de selim permite o carregamento simples da bateria sem a retirar da bicicleta.

* O Fox DPX2 Kashima adapta-se perfeitamente ás características desta bicicleta.

 

*   O sensor de velocidade, agora está fixo no disco, proporcionando maior proteção.

 

Este novo modelo conta com uma placa de proteção inferior para assegurar a máxima proteção do novo motor Bosch Performance CX Gen4 o qual agora feito em magnésio. Mais força e menos peso são a receita certa nestes novos motores!

O sensor de velocidade integrado na roda traseira e cabos guiados internamente são alguns dos pormenores que demonstram o cuidado no desenho desta bicicleta. Esta bicicleta “grita” qualidade de construção!

 

* Fox 36 GRIP 2 Kashma com 160mm de curso. A referência das suspensões de Enduro não deixa espaço para upgrades. 

*   Os espaçadores da Cannondale combinados com o display KIOX dão um visual superior a esta bicicleta. No entanto, dada a sua vulnerabilidade, posição e a pobre visibilidade do conteúdo do display, o KIOX na minha opinião não é a opção ideal para as E-Bikes de montanha. De notar que este display apenas equipa o modelo testado, a Moterra 1, vindo as restantes equipadas com o display “Purion”.  

“Proportional Response”

Nos últimos anos a Cannondale tem estudado os seus utilizadores de forma a aperfeiçoar o design da bicicleta.  Isto levou a Cannondale a analisar mais intensamente a travagem e aceleração assim como a relação com o peso e altura dos utilizadores. Resultados? O “Proportional Response Suspension Technology”, ou seja, alinhar o funcionamento dos quadros com o tamanho dos mesmos de modo que todos os utilizadores tenham a mesma sensação quando conduzem um determinado modelo Cannondale.

 

*  A Cannondale desenvolveu um sistema de suspensão especifico para cada tamanho de quadro da Moterra. Os pontos de fixação e rotação mudam consoante o tamanho proporcionando maior suporte nos modelos L e XL.

 

 

Agora com discos de 223mm! A maior potência de travagem adapta-se a 100% no estilo de condução de uma E-bike. A maior eficiência na gestão de temperatura acumulada no disco reduz a fadiga dos travões em descidas longas e certamente irá reduzir o desgaste das pastilhas de travão.

 

 

*  A Cannondale equipa a Moterra tamanho M com espigão telescópico de 130mm, suficiente para os utilizadores do tamanho M. No tamanho S temos 100mm e nos tamanhos L e XL 150mm para as pernas mais compridas.

Agora com discos de 223mm! A maior potência de travagem adapta-se a 100% no estilo de condução de uma E-bike. A maior eficiência na gestão de temperatura acumulada no disco reduz a fadiga dos travões em descidas longas e certamente irá reduzir o desgaste das pastilhas de travão.

 

O modelo de topo Moterra 1 esta equipada com uma lanterna SuperNova M99 Mini Pro. Não tive oportunidade de testar este componente num ride nocturno mas a intensidade de luz presente deve ser capaz de iluminar qualquer trilho.

 

A geometria da Moterra

 

A Moterra foi desenhada para ter quatro tamanhos de quadro, S em 27,5”, M, L e XL com rodado 29″.

As escoras com 450 mm proporcionam um bom equilíbrio entre agilidade e estabilidade assim como os modestos 66° na caixa de direção. Fechando a geometria com 470 mm de “reach” (medida entre o eixo pedaleiro e caixa direção entre duas linhas virtuais a 90 graus do solo) para o quadro tamanho L dá a esta bicicleta o espaço de manobra necessário para qualquer situação.

O teste! – A Cannondale Moterra 1 foi para o mato!

 

Ajustes antes do teste:

A Cannondale recomenda o uso com 25% SAG e assim foi o que segui! Para alem disso, recuei o selim um pouco, pois seria uma decisão na minha opinião acertada para o meu gosto!

 

Não foi necessário pedalar mais do que umas dezenas de metros para me sentir confortavelmente em casa, montado em cima da Moterra, com uma posição de condução nem curta, nem longa, apenas “encaixadinho” como uma luva!

Quando comecei a subir, reparei logo na excelente posição da bicicleta e não posso negar que neste ponto as E-bikes abrem um mundo novo de oportunidades. A estabilidade, potência e tração disponíveis permitem alcançar subidas que numa primeira análise parecem impossíveis. Obviamente que a bicicleta não sobe sozinha e os obtásculos de uma verdadeira subida requerem algum movimento corporal para ultrapassar o ângulo de selim que poderia ser 1º mais inclinado, ainda assim a Moterra nunca será o elemento limitador.

Quanto a esta tração disponível não é de esquecer a excelente escolha de componentes desta máquina de topo e é de realçar o funcionamento da suspensão traseira que funcionou de uma maneira absolutamente fenomenal, a traseira desta maquina é super sensível e dominou o terreno de uma forma exemplar!

Ao pedalar sentado, nas “alturas” a suspensão não bombeia o que me surpreendeu face à sensibilidade disponível no sistema. Esta bicicleta é  simplesmente eficiente e uma clara evolução no mundo das E-bikes.

 

Os pontos de contacto, Guiador, Punhos e Selim, são todos bons exemplos de qualidade, não tenho comentários positivos nem negativos sobres os mesmos, simplesmente funcionam e completam a Moterra 1 de forma exemplar.

 

O motor Bosch Performance CX de 4ª Geração é fantástico especialmente no modo eMTB com uma entrega de potência elevada e uma sensação de pedalar muito natural. Não me vou alongar sobre as caracteristicas deste motor tão falado é apenas importante referir que a evolução deste motor encaixa como uma luva na evolução da Moterra.

Nas descidas, a natureza “Enduro” da Moterra sobressaem, a bicicleta fica colada no terreno e nas aterragens a sensação de controlo é espetacular. A curvar, a geometria e a estabilidade caracteristica de uma E-bike são bastante positivas. Entrar nas curvas a alta velocidade? Sem problemas, com uma agilidade destas!

 

Resumindo a  bicicleta transmite um nivel confiança espetacular. Esta bicicleta não sabe dizer “não”!

 

Imagens valem mais do que 1000 palavras por isso deixo um dos videos cannondale que demonstra a diversão que a Moterra proporciona:

 

A Moterra transmite confiança!

 

Nunca chegarei a dizer que a Moterra parece um camião como era capaz de dizer de outras E-bikes. 160mm de curso num quadro de carbono e rodas 29’’ ajudados por um motor e bateria ainda mais eficientes são uma grande evolução nesta bicicleta.

 A saltar e a ultrapassar todo o tipo de obstáculos sejam eles pedras, raízes ou até mesmo rasgos feitos pelas águas, nada consegue abrandar a Moterra!

 

Posso afirmar que esta máquina está a altura de qualquer “rider” e trilho que possa aparecer debaixo deste rodado movido a electricidade concentrada. O funcionamento do sistema de suspensão é capaz de satisfazer e dar troco a qualquer utilizador mais experiente!

Deste teste o que mais gostei foi a facilidade de habituação à condução desta máquina sendo apenas preciso um pouco mais de força de braços comparada à minha cannondale jekyll (não motorizada)! Nada de mais que umas voltinhas não curem.

A nível estético a bicicleta agradou-me muito e a montagem está bastante equilibrada e preparada para o que der e vier por esses trilhos fora!

Sem dúvida uma boa aposta na categoria das E-Bikes!

 

Convertido às E-bikes? Convencido, sim! Não convertido, a diversão que uma E-bike pode proporcionar num curto espaço de tempo é inigualável mas continuo a preferir “ganhar as minhas descidas”.

 

Prós

  •          Confortável
  •          Suspensão impressionante
  •          Curva muitíssimo bem
  •          Modo eMTB no Bosch Performance CX2020

 

Contras

  •          O ângulo do tubo de selim poderia ser mais íngreme

 

Ricardo Ferreira

#sempreapedalar

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